Quem são os médicos antroposóficos?

A formação em Medicina Antroposófica no mundo todo é considerada uma extensão da formação médica acadêmica. Em resumo, a Medicina Antroposófica é uma prática exclusivamente médica, enriquecida pelo trabalho conjunto, interdisciplinar com outros profissionais, tais como: massagistas rítmicos, terapeutas artísticos, euritmistas e psicólogos. Atualmente no Brasil contamos com vários profissionais com mestrado e doutorado, indicando a permanente ligação com a medicina acadêmica. Além de clínicos e pediatras que ampliam sua prática com os conhecimentos da Medicina Antroposófica, há também outras especialidades: ginecologia, reumatologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria, oncologia; todos em busca de uma renovação de sua prática médica, para a melhoria da qualidade dos tratamentos oferecidos.

O que caracteriza a Medicina Antroposófica?

Muitas são as ações que caracterizam e diferenciam a abordagem dos problemas de saúde pela Medicina Antroposófica. Tudo começa com uma imagem ampliada do ser humano, da saúde x doença e do processo de vida. Diante de uma doença, o médico antroposófico vai considerar o quadro clínico do paciente - seus sintomas, os dados de anamnese, de exame físico, os subsídios de exames laboratoriais ou por imagem - como qualquer outro médico. Mas também vai pesquisar como está a vitalidade desse paciente, o seu desenvolvimento emocional e como ele tem conduzido sua vida através dos anos, sua história de vida ou biografia. O diagnóstico convencional pode, então, tornar-se mais profundo e individualizado. A origem dos desequilíbrios pode ser identificada e transformada através da terapêutica. Esta envolve o uso de medicamentos produzidos com substâncias da natureza - minerais, plantas e até de alguns animais (abelha, corais) - através de técnica homeopática (diluição e dinamização), de processos específicos da farmácia ampliada pela Antroposofia (como é o caso dos medicamentos à base de metais) e de fitoterápicos. Mas também pode ser necessário o uso concomitante de medicamentos convencionais (alopáticos). Além de remédios, o médico antroposófico também prescreve orientações alimentares, de saúde em geral e de estilo de vida, além da possibilidade de trabalho conjunto com as terapias ligadas à Medicina Antroposófica.

Onde posso encontrar Médicos Antroposóficos no Brasil?

Hoje contamos com aproximadamente 300 médicos certificados pela ABMA, distribuídos por todo o Brasil, desde o Nordeste até o Sul, com pleno domínio sobre os conhecimentos e práticas da Medicina Antroposófica. Você pode entrar em contato conosco, por e-mail ou telefone, para indicarmos os profissionais mais próximos de você.

Em Belo Horizonte, a Medicina Antroposófica está inserida no SUS - Sistema Único de Saúde, sendo praticada em postos de saúde da rede pública, bem como no Ambulatório Didático da ABMA Regional Minas Gerais. Em São Paulo, ela está presente em algumas unidades do PSF - Programa de Saúde da Família, no Ambulatório Social da Associação Comunitária Monte Azul. 

Quando e como começou a Medicina Antroposófica no mundo?

A Medicina Antroposófica surgiu na Europa no início do século XX, baseada na imagem do homem trazida pela Antroposofia ou Ciência Espiritual do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861 - 1925). A pioneira desse trabalho foi a médica Ita Wegman (1874 - 1943), que a partir de diálogos com Rudolf Steiner, desenvolveu as bases de uma nova arte médica, indicando medicamentos e terapias para diversas doenças. Atualmente a Medicina Antroposófica está presente em mais de sessenta países, nos cinco continentes. O órgão mundial responsável pela sua regulamentação é a Seção Médica do Goetheanum ao qual a ABMA é filiada.

Muitas outras áreas práticas do conhecimento humano foram influenciadas pela Antroposofia, como é o caso da Pedagogia Waldorf, da Agricultura Biodinâmica, da Arquitetura de inspiração Antroposófica, da Farmácia, da Pedagogia Curativa e também da Economia e Gestão Empresarial.

A Medicina Antroposófica trata de todas as doenças?

Os princípios da medicina antroposófica se fundamentam nas pesquisas desenvolvidas pelo Dr. Rudolf Steiner – fundador da Antroposofia, e nos trabalhos desenvolvidos pela Dra. Ita Wegman, tornando esses resultados sistematicamente aplicáveis na medicina. A visão antroposófica amplia a imagem de ser humano da medicina clássica e acadêmica, transcendendo o referencial puramente físico-químico desta.

O impulso terapêutico da Antroposofia busca a harmonia entre o espírito, a alma e o corpo, proporcionando também, a compreensão do homem em suas relações com o cosmos e os diferentes reinos da natureza.

Os tratamentos se baseiam no conhecimento das relações específicas do homem com os mundos mineral, vegetal e animal, o que permite usar elementos desses reinos ou desenvolver novos medicamentos baseados nesses conhecimentos.

Quando necessário, além da medicação antroposófica, o tratamento é complementado por um grande universo de terapias para fortalecer e estimular as forças do indivíduo, agindo no organismo como um todo e sobre determinados órgãos, favorecendo, por fim, a cura.

Os médicos que praticam a Medicina Antroposófica (seja como generalistas ou especialistas) têm sua formação acadêmica convencional, são registrados no Brasil e nos conselhos regionais de medicina, e possuem a formação em Medicina Antroposófica concedida pela Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA).